Ontem, andando na rua, e como sempre,
com fones no ouvido, olhar distante e totalmente centralizada
no que ia fazer durante a tarde, sabendo que já estou de férias,
e diga-se de passagem, férias me dá uma sensação de liberdade.Só não sei porque.
E então, ele me para, ele é apenas modo de falar, porque até o momento ele não era ELE.
Eu sinceramente não consegui ouvir nada do que o cara estava me dizendo, fiquei paralisada.
E o danado do ipod achou de tocar justo uma musiquinha romantica. Danousse!
Só despertei mesmo quando ele virou e fingiu ir embora, ele deve até ter percebido
meu desespero nesse momento, quase implorando pra que ele voltasse.
E o cara queria apenas uma informação, bom.. eu dei, e ele me deu um obrigado!
Mas não to alterando o fato, aquele foi o melhor obrigada que eu ja havia recebido.
Com um lindo sorriso nos lábios, acompanhado com um sorriso nos olhos, ele era lindo...
Mas a melhor parte foi mesmo quando, ele pegou em minha mão. Fiquei 2 semanas
com aquele cheiro, e nada tirava (como se eu quisesse). Geralmente isso
acontece quando eu corto cebolas. Mas aquilo não foi o retalho de nada, apenas
o começo.
Hoje eu acordei, e a primeira coisa que fiz foi cheirar o cheiro dele, pelo menos é bom.
Mas o amor é platonico, e por ironia do destino, ele estava me pedindo uma informação,
e não era uma informação de uma casa pra alugar, (antes fosse) o que quer dizer que,
ele só estava de passagem.
Depois de algum tempo o cheiro sumiu, mas parecia mágica aquilo...
Fui imediatamente na loja de perfumes, esperta que sou acabei descobrindo,
não só o perfume que ele usa, mas onde ele trabalha. Claro, como não tinha pensado
nisso antes.. Ele trabalha em uma perfumaria.. Conversamos um bom tempo, rimos bastante, e eu até
perdi a hora marcada no cabeleireiro .
Coloquei a embalagem de juta com o cheiro do perfume dentro da bolsa. Mas só a embalagem mesmo!
Ás vezes eu enfio a cabeça lá dentro pra sentir o cheiro soltar o sorriso mais gostoso do mundo. Afinal, o cheiro lembra ele, que lembra hoje a tarde, que lembra as histórias, que lembra as risadas, que lembra o aperto de mão, e por aí vai...
Fernanda Ferreira
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