Olhando posts antigos e comparando com os mais atuais,
vejo em mim algumas mudanças.
Algumas boas, outras, nem tanto...
Ás vezes eu acredito que eu nasci apenas para ser redatora,
ou poeta, ou escritora, mas tentar de alguma forma um dia ter
meu talento reconhecido.
Ora acho que fui realmente enviada, escolhida no meio de muitos,
não apenas para escrever poesias porque é bonitinho,
escrever crônicas porque dá sentido a quase tudo,
ou escrever textos de personagens inexistentes.
Mas eu fui escolhida para impactar as pessoas.
Eu sei, que poucas ou muitas vieram aqui, e sei que em
poucas ou muitas frases eles se viram, como frente á um espelho.
E sinto-me no direito de ajuda-las, porque mais do que ninguém eu sei
que a poesia, é arte, e nos inova, sempre quando leio uma frase
do Caio, eu me vejo nela, parece que ele escreveu pensando em mim.
E eu queria, despertar essa mesma sensação em alguém.
Que tal em você?
Porque na verdade, eu descobri esse talento em meio ao sofrimento,
a primeira lágrima que caiu, foi a primeira descoberta também.
Outro dia ouvi em um filme, que.. A unica forma de esquecer um homem,
é tranforma-lo em literatura. E eu tenho levado isso como um motivo a mais
pra escrever. Mas, hoje, agora, eu não quero te esquecer, você foi o culpado
de todos esses textos, e em cada um deles, por mais que os personagens e as
situações sejam outras, sempre tem um pouco de você,
sempre tem um pouco de mim, de nós.
Cheguei a conclusão de que, a felicidade é um veneno. Você primeiro é envenenado
pela doce ilusão reprimida que ela lhe tras, o que é instantaneo nem sempre dura,
como um miojo, que você faz as pressas, e come com a mesma rapidez, a felicidade
acaba assim, num piscar de olhos, você é envenenado, e vai morrendo aos poucos.
E então tem que esperar, a fome chegar novamente, mas antes que ela chegue, e sempre
bom tem um miojo a vista.
Lembro-me de coisas que até eu mesmo me impressiono, como a nossa primeira
conversa, sei exatamente o mês, o dia e a hora, tudo em exato.
Recordações não tem sexo, mas em tudo se dizendo,
a mulher lembra mais do que o homem. Disso eu tenho certeza!
Sei, é inutil, eu escrever sobre você, sabendo que nunca ira clica nesse link,
tampouco ler o desinteressante. Mas hoje, agora, eu só queria lembrar
de mim, de você, de nós.
Fernanda Ferreira

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